Associação Latino-Americana de Energia RenovávelFundada em 2018 · Sede em São Paulo, Brasil
Blog · Análises e posições

Inteligência regulatória e leitura institucional do setor.

Análises de regulação, posições oficiais, boletins setoriais e cobertura de eventos. Conteúdo aberto e — para associados — relatórios técnicos de profundidade.

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Regulação23 jul 2026

Brasil realiza primeiro leilão de armazenamento de energia com baterias e inaugura nova fase na política energética regional

O Tribunal de Contas da União decidiu acompanhar de perto o primeiro leilão de armazenamento de energia por baterias do Brasil, um movimento que pode redefinir a operação do sistema elétrico nacional. A Empresa de Pesquisa Energética propôs garantias financeiras mais elevadas para o certame, sinalizando que o governo trata a iniciativa com a seriedade que a escala do desafio exige. Pela primeira vez, o país se prepara para estocar energia eólica em baterias de grande porte, reconhecendo que a intermitência das renováveis deixou de ser uma nota de rodapé técnica para se tornar o principal gargalo da expansão da matriz limpa. O leilão deve mobilizar bilhões de reais em investimentos e coloca o Brasil na vanguarda regulatória da América Latina em armazenamento. Outros países da região, como Chile e Colômbia, observam o desenho do certame com interesse, já que enfrentam desafios semelhantes de integração de renováveis. O sucesso ou fracasso do modelo brasileiro terá repercussões que vão muito além das fronteiras nacionais.

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Regulação23 jul 2026

Nova regulação eólica no México tensiona setor e ameaça operação de 42 empresas

A recente mudança regulatória para o setor eólico no México colocou 42 empresas em situação de risco, incluindo companhias espanholas com participação relevante no mercado mexicano. A medida, que altera os requisitos de operação e conexão à rede, provocou reações imediatas de associações setoriais e investidores estrangeiros, que veem na decisão um sinal de instabilidade regulatória em um dos mercados de energia renovável mais promissores da América Latina. O México concentrava, até recentemente, um dos pipelines de projetos eólicos mais robustos da região, beneficiado por recursos de vento excepcionais no Istmo de Tehuantepec. A nova regulação reacende o debate sobre a previsibilidade dos marcos regulatórios latino-americanos em um momento em que a região busca atrair capital para a transição energética. Segundo fontes do setor, o impacto pode se estender além da energia eólica, afetando a percepção de risco regulatório para projetos solares e de armazenamento em tramitação no país.

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Inteligência23 jul 2026

Transição energética na América Latina enfrenta gargalos regulatórios apesar de vantagens competitivas, aponta análise

A América Latina dispõe de uma matriz elétrica mais limpa que a média global e de recursos naturais abundantes para solar, eólica e hidrogênio verde, mas a fragmentação regulatória entre países segue como o principal obstáculo à aceleração da transição energética regional. Uma análise publicada por veículo especializado do setor descreve um cenário de contrastes: de um lado, países como Brasil e Chile avançam em marcos específicos — leilões de armazenamento no primeiro, estratégia de hidrogênio verde no segundo — enquanto outros mercados permanecem paralisados por incertezas jurídicas e mudanças de orientação política. A ausência de standards regulatórios comuns para certificação de energia limpa, comércio transfronteiriço de eletricidade e medição de emissões limita o potencial de integração regional. O diagnóstico reforça a tese de que o principal ativo latino-americano na transição energética — sua matriz relativamente limpa — corre o risco de se diluir se os marcos institucionais não acompanharem o ritmo dos investimentos.

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Mercado23 jul 2026

Operadores de sistemas elétricos veem "oportunidade histórica" para renováveis e armazenamento na América Latina

Operadores nacionais de sistemas elétricos da América Latina avaliam que a região vive uma janela de oportunidade sem precedentes para a expansão de energias renováveis combinadas com sistemas de armazenamento em baterias. A avaliação, divulgada em evento setorial recente, reflete a convergência de fatores que tornam o momento particularmente favorável: queda acentuada nos custos de baterias de lítio, maturidade tecnológica de projetos solares e eólicos, e a necessidade de modernização de redes de transmissão envelhecidas. O diagnóstico coincide com a aceleração de leilões de armazenamento em mercados-chave, como o brasileiro, e com o avanço de projetos de hidrogênio verde que demandarão capacidade firme de backup. No entanto, os operadores alertam que a materialização dessa oportunidade depende de planejamento integrado entre os países e de marcos tarifários que remunerem adequadamente os serviços de flexibilidade e reserva de capacidade que as baterias podem prover.

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Inteligência20 jul 2026

Renováveis atingem 67% da matriz elétrica da América Latina e Caribe em abril

Os dados de abril de 2026, divulgados pela OLACDE, mostram que as fontes renováveis responderam por 67% da geração elétrica na América Latina e Caribe, com a energia hidráulica cobrindo 45% do total. O número confirma uma tendência estrutural: a região mantém a matriz mais limpa do mundo em grande escala. No entanto, a dependência da hidreletricidade — que responde por dois terços do componente renovável — expõe o sistema a riscos climáticos. A diversificação com solar, eólica e armazenamento é o próximo desafio regulatório. Para a ALAGER, o dado reforça a urgência de acelerar os marcos de integração regional que permitam compensar a variabilidade hídrica com excedentes de outras fontes entre países.

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Regulação20 jul 2026

Armazenamento de energia na América Latina: o mapa regulatório que separa líderes de retardatários

Um levantamento da Energía Estratégica revela um cenário fragmentado na regulação de armazenamento de energia na América Latina. Chile lidera com regras claras e projetos em operação; Brasil avança com o marco legal do armazenamento aprovado em 2025, mas ainda carece de regulamentação infralegal; México enfrenta indefinição jurídica que trava investimentos; Colômbia e Peru debatem modelos de remuneração. A Guatemala, por sua vez, surpreende ao anunciar a maior planta solar com baterias da América Central. O armazenamento é a peça ausente para que a região converta sua matriz limpa em confiabilidade sistêmica — e o ritmo da regulação determinará quem captura o investimento.

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