Associação Latino-Americana de Energia RenovávelFundada em 2018 · Sede em São Paulo, Brasil
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Posições25 de junho de 2026 · 6 min de leitura

Quem controla a transição do hidrogênio verde na América Latina?

Análise da London School of Economics alerta para concentração de projetos em mãos de corporações europeias e risco de colonialismo verde. Recomenda políticas públicas que garantam benefícios às comunidades locais.

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Um estudo publicado pela London School of Economics acendeu o debate sobre quem efetivamente controla a transição para o hidrogênio verde na América Latina. A análise, que mapeou os 78 projetos de H2V anunciados na região, revela uma concentração significativa: mais de 60% dos projetos-piloto estão nas mãos de grandes corporações europeias e fundos de investimento internacionais. Empresas como Total Eren, Engie, Siemens Energy e fundos como o Copenhagen Infrastructure Partners dominam o pipeline de desenvolvimento. O estudo introduz o conceito de 'colonialismo verde' para descrever o risco de que países latino-americanos se tornem meros exportadores de hidrogênio — uma commodity energética — sem desenvolver cadeias produtivas locais, gerar empregos qualificados ou reter valor agregado. Chile, Brasil, Argentina e Colômbia são apontados como os mais vulneráveis a essa dinâmica, dado o apetite de investidores estrangeiros por seus recursos renováveis de baixo custo. A LSE recomenda que os governos da região adotem políticas públicas que condicionem a aprovação de projetos a contrapartidas locais: requisitos de conteúdo nacional, formação de mão de obra, transferência de tecnologia e participação de universidades e centros de pesquisa nos consórcios. A ALAGER tem posição alinhada: defende que a certificação de origem renovável do hidrogênio — hoje em discussão na União Europeia e na Ásia — inclua critérios de desenvolvimento socioeconômico local, e não apenas a origem da molécula.

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