Associação Latino-Americana de Energia RenovávelFundada em 2018 · Sede em São Paulo, Brasil
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Regulação25 de junho de 2026 · 4 min de leitura

Redes de transmissão defasadas freiam integração de renováveis na América Latina

Especialistas estimam que a região precisa investir ao menos USD 30 bilhões em linhas de transmissão até 2030. Brasil, México e Argentina são os mais afetados pelo gargalo de infraestrutura.

IMAGEM · REGULAÇÃO · 16:9

Um dos gargalos mais subestimados da transição energética latino-americana está na infraestrutura de transmissão. Enquanto a região avança na instalação de capacidade renovável — com destaque para solar e eólica —, as linhas de transmissão necessárias para escoar essa energia dos locais de geração até os centros de consumo não acompanham o mesmo ritmo. Segundo estimativas de especialistas do setor, a América Latina precisa investir ao menos USD 30 bilhões em novas linhas de transmissão até 2030 para evitar o desperdício de energia limpa e permitir a integração efetiva das fontes renováveis à matriz. Brasil, México e Argentina são os países mais afetados pelo gargalo. No Brasil, projetos eólicos e solares no Nordeste enfrentam atrasos crônicos na conexão à rede, com casos de parques prontos aguardando até 18 meses pela energização. No México, a concentração da geração eólica no Istmo de Tehuantepec esbarra na capacidade limitada das linhas que conectam a região ao centro do país. Na Argentina, o potencial eólico da Patagônia permanece subaproveitado pela distância até os grandes centros de carga em Buenos Aires e Rosário. O problema não é apenas de volume de investimento, mas de planejamento. Especialistas defendem que os planos de expansão da transmissão precisam ser elaborados de forma integrada entre os países da região, considerando o potencial de intercâmbio transfronteiriço. A integração energética do Mercosul e da Comunidade Andina poderia otimizar o uso das redes existentes, mas requer harmonização regulatória que ainda não aconteceu. A ALAGER defende a criação de um grupo de trabalho regional sobre planejamento integrado de transmissão, com participação de reguladores, operadores e geradores.

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